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Na Santa Missa a simbologia ajuda na nossa Oração  Inserido Friday 04 July 2008 14:32

a simbologia da missa

     Umas palavras sobre os símbolos e os sentidos         

       Não vou escrever um tratado de simbologia, nem fazer Teologia dos símbolos; isto cabe aos liturgistas. Vou falar sobre coisas práticas que todos nós, que gostamos de liturgia devemos saber e cuidar. Sabemos que os símbolos têm uma linguagem muito Liturgia: conhecer para melhor celebrar - 38 forte. Eles orientam a nossa caminhada. Todos já viram um sinal (símbolo) de perigo: uma cabeça de esqueleto, sustentada por dois ossos cruzadas; vimos também um desenho de uma pomba, símbolo da paz, e enfim, muitos sinais que nos dizem muito no dia a dia. Assim também acontece na liturgia, ela é riquíssima em símbolos. Nós devemos conservá-los, aprimorá-los, trazer de volta alguns esquecidos e criar outros. O homem tem necessidade de tocar, ver, ouvir, cheirar e degustar. Se observarmos nós temos cinco sentidos: tato, visão, audição, olfato e paladar.

 

A.Tato - É importante este gesto para a nossa fé, e muito salutar para o povo de Deus. É o tocar. Temos experiências de ver muitos imagens desgastadas de tanto as pessoas nelas tocarem. As imagens são símbolos, sinais da salvação de Deus. Representam as pessoas que levaram a sério o Evangelho. Às vezes, nós temos que proporcionar isto nas celebrações. Por exemplo: quando celebramos o padroeiro da paróquia é dia de tirar a sua imagem do altar, trazê-la perto do povo e deixar que a tocam. Assim também nas festas de Nossa Senhora; na festa de um santo¸ cuja paróquia possui uma relíquia. Na celebração da Bíblia, deixar uma Bíblia aberta passar de mão em mão na assembléia, para que cada um dê nela um beijo e passe para ao irmão ao lado, e assim por diante. Devemos explorar estes gestos com a força simbólica que possuem.

 

B. Visão - Na liturgia talvez seja o veículo, mais forte. São os próprios símbolos em ação. É o primeiro contato com eles. Estes símbolos constituem principalmente as cores e os objetos.

 

C. Audição - Fazem parte deste sentido nas celebrações, todas as orações, todos os cantos, todos os solos de instrumentos. Daí a importância de um bom aparelho e de um bom sonoplasta. Também a ausência do som, no silêncio litúrgico, tem uma linguagem muito profunda e fecunda.

"Nunca a comunicação é tão profunda como quando não se diz nada, e nunca o silêncio é tão eloqüente como quando nada se comunica".

 

D. Olfato - Na celebração litúrgica, principalmente nas solenidades e nas festas, deve ser usado o incenso. Isto tem que resgatar, temos que trazê-lo de volta para as celebrações. Ele tem um simbolismo muito forte. É símbolo da oração do povo que vai como um perfume agradável a Deus. Se uma pessoa pede um pouco de incenso para queimar em casa, o incenso aí quer dizer sinal da presença de Deus. Quando for usado é para sair fumaça mesmo, senão, é melhor nem usá-lo. O incenso realmente proporciona uma atmosfera de santidade de oração. É um sinal do lugar santo!

 

E. Paladar - Na celebração este sentido se faz principalmente na comunhão. Em tempos idos, na celebração do Batismo, o sacerdote colocava sal na boca da criança. Numa solenidade, pelo menos uma vez por ano a comunhão deveria ser dada sobre duas espécies. Tudo isto contribui para uma viva participação. É muito importante o Povo de Deus ver e sentir as coisas de Deus! Uma procissão na hora das oferendas, enriquecida com as coisas do dia-a-dia da comunidade e com símbolos referentes ao motivo da celebração, torna a festa da vida mais rica, mais bonita, mais palpável e mais sentida.

Tudo se consegue devagar. Tenha sempre em mente as palavras que são Francisco de Assis que sempre dizia:

"Irmãos, vamos começar pois até agora pouco ou nada fizemos". Liturgia: conhecer para melhor celebrar - 39

Meios para aperfeiçoar os

Ministérios

Podemos reconhecer três formas de leitura da Palavra:

 

- Uma leitura para mim: pessoal, individual, face a face com o texto e com Deus, longe do mundo e dos outros, um pouco “pretensiosa, reservada à inteligência”.

 

- Uma leitura para os outros: do ambão, púlpito ou mesa da Palavra, do presbitério. Uma leitura clara, para os outros, para a assembléia.

 

- Uma leitura pelos outros: entrar na Igreja, acomodar-se, sentar-se e escutar a leitura feita por outros.

 

As duas primeiras maneiras supõem um domínio da leitura, mas o essencial não está nisto. A terceira, é a melhor forma de leitura, pois a atitude é acolhedora e só com ela se experimenta a dimensão mais profunda da emoção: receber o texto de alguém que oferece, que apresenta. É claro que, ao ler para os outros, deve-se também passar a emoção que o texto sugere; emoção esta que afeta primeiro quem lê, de modo que ele também seja um acolhedor da Palavra.

Que meios podem ser usados para se chegar a uma qualidade boa na comunicação da Palavra e das palavras?

 

Uma leitura penetrada de fé, no Autor da Palavra e na própria Palavra.

 

Uma leitura abandonada e conduzida pelo texto. O texto é que deve conduzir o leitor, posto o inverso não ser verdadeiro nem aconselhável.

 

Uma leitura participada na proclamação. A questão não é propriamente técnica, como colocação da voz, respiração, timbre… Diz um autor francês: “Prefiro mil vezes o leitor um pouco sem jeito, mas de grandes convicções”.

 

 O Salmista, leitor, comentador

Esta ordem das funções tem sua razão de ser pela importância do que se transmite pela leitura, e pelo grau de dificuldade em proclamar seja um salmo (o mais difícil, quando cantado), seja uma leitura (cujo estilo literário é diversificado), seja um comentário (palavra que, quando se tem técnica e conhecimento pode ser improvisada).

 

Conhecer bem o texto. É imprescindível a leitura e o estudo do texto, deixando as palavras penetrarem no próprio íntimo. Descobrir as palavras-chaves.

 

Treinar a leitura em voz alta, pronunciando as palavras nitidamente, articulando bem as sílabas, respeitando as pausas, sabendo em que momento respirar, enfim realçando as palavras-chaves.

 

Buscar um tal domínio do texto que possa chegar a ler como se não estivesse lendo, ou seja, de cor.

 

Sempre ler de pé (a não ser em celebrações muito íntimas e com pouca gente), bem plantado sobre os dois pés, numa postura que inspire respeito e alegria. Ler do lugar da mesa da Palavra, ou de algum local bem visível a todos.

 

Olhar as pessoas para quem se lê, porém sem se fixar em ninguém, isto supõe muito aprendizado e domínio maior do texto.

Liturgia: conhecer para melhor celebrar

 

Procurar concentrar-se de tal modo na palavra a proclamar e na assembléia ouvinte que não se deixe perturbar por ruídos exteriores (criança, gente tossindo, chegando, saindo, cochilando, abrindo a boca). Porém, se alguém perturba demais a comunidade que ouve, o melhor a se fazer é interromper a leitura para solucionar o problema. Por exemplo, um bêbado, alguém que desmaia…

 

Aprender sempre com os que lêem bem.

 

 Ministério do altar

Sacristão, acólitos (coroinhas), ministros extraordinários da Eucaristia, recepcionistas, encarregados da coleta de ofertas e quantos a mais houver (e nunca devem ser “demais”), devem estar compenetrados do que fazem enquanto serviço, bem como enquanto celebrantes também da ação litúrgica. Quantas vezes se vêem membros da Equipe de Celebração “presentes mas ausentes da celebração”: não cantam, não ouvem, não estão comprometidos com o que se passa e se faz, são os primeiros a conversar durante leituras e homilias.

Que meios se pode sugerir para o exercício mais comunicativo de sua função?

 

Antes de tudo, colocar em prática aquelas condições básicas sugeridas antes.

 

O cuidado humano e litúrgico com a postura, gestos e expressão corporal, especialmente o andar. Nosso corpo irradia nosso dentro, revela nossa atitude de fé, piedade e convicção.

 

As vestes, extensão e revelação do nosso “dentro”. Nem se vestir como nos séculos passados, ou se despir como no presente. Distinguir bem aqueles que vêm só para participar dos que vêm par servir na participação exercendo tarefas e funções. Leve-se em conta sempre a diversidade de culturas, costumes, tempos, idade e maturidade da fé, seja da comunidade, seja das pessoas.

 

Transmitir alegria e serenidade, evitando artificialismo e exageros. A alegria que irradiamos em celebrar e servir torna fortemente comunicativo nosso serviço. Se for para servir triste, emburrado, tenso, de cara feia… melhor não ousar servir.

 

Respeito absolutamente fraterno para com as pessoas e a comunidade, de modo especial para com os mais simples e rudes, antes, durante e depois da ação litúrgica.

 

 O contato com os sinais, símbolos e espaço

 

Conhecer bem os elementos materiais litúrgicos, não apenas para saber com o que se está tratando, mas sobretudo para ensinar aos outros o que cada coisa é e significa.

 

Ter um carinho especial para com estes elementos, ao tomá-los nas mãos, ao colocá-los no altar ou mesa, ao levá-los para lado ou ao guardá-los. Tudo sem afetação, mas com muito respeito e o cuidado amoroso que lhe são devidos como objetos sagrados, para edificar assim a comunidade que vê e observa tudo.

 

Trazer os elementos materiais litúrgicos sempre limpos. Sendo gestos, que sejam bem feitos. A expressão “fé celebrada comunitariamente” passa por estes sinais e necessita deles.

Liturgia: conhecer para melhor celebrar  

Informar sempre aos responsáveis sobre a deficiência ou falta dos objetos litúrgicos, a fim de que sua qualidade e uso não se deteriorem, e para que não venham nunca a faltar no momento celebrativo.

 

Sempre se antecipar ao momento da celebração para ver se tudo está em ordem, nos devidos lugares e com as condições dignas de uso.

 

Limitando-se cada um à sua tarefa, procurem todos ter uma visão do conjunto, especialmente para trabalhar de fato em equipe e estar atentos a possíveis imprevistos que, quanto mais complexa a celebração, mais acontecem.

 

Elaborar uma ficha com a indicação de tudo o que é necessário para as celebrações, especialmente naquelas mais complexas como Tríduo Pascal, missas presididas pelo bispo, celebrações, certas missas e sacramentos mais ocasionais.

 

Estar sempre aberto e disposto a aprender com os outros e com os recursos de hoje: leituras, palestras, cursos breves, encontros.

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