Página Inicial Data de criação : 08/05/23 Última actualização : 08/10/22 00:04 / 29 Artigos publicados
 

São Miguel e seu poder dado por Deus  Inserido Monday 09 June 2008 02:54

o lutador contra satanás

São Miguel Príncipe da Milicia Gloriosa

A Igreja Católica tem em alto conceito a devoção aos Santos Anjos. Acredita na sua existência que é provada por muitas citações bíblicas, tanto no Antigo como no Novo Testamento. Sabe e ensina, que os anjos, como Santos mensageiros de Deus, desempenham uma missão especial em nosso favor. São defensores, do corpo e da alma, em todos os perigos, principalmente na hora da morte.

Como um dos primeiros, senão o primeiro e mais eminente dos espíritos celestiais, os livros sagrados nos apresentam S. Miguel. O profeta Daniel dá a S. Miguel o título de Príncipe dos Anjos, e a Igreja enumera-o entre os arcanjos. Seu nome tem o significado de “Quem é como Deus ?” pois foi S. Miguel que se pôs à frente dos anjos fiéis contra Lúcifer, o chefe dos anjos rebeldes, em defesa da autoridade de Deus. S. Miguel, por tanto, é um espírito guerreiro, arauto de Deus, e Príncipe dos exércitos celestiais. A arte cristã o apresenta como tal, em armadura brilhante, com lança e espada, em vôo como de mergulho se precipitando sobre o dragão infernal, e, fortemente o investindo, fazendo-o sentir o vigor irresistível do pé vitorioso, arremessa-o às profundezas do inferno.

S. Miguel pelos judeus era havido como protetor do povo eleito. Segundo o Apóstolo S. Judas (v. 9.) o cadáver de Moisés estava entregue aos cuidados do arcanjo. Foi este mesmo arcanjo, quem apareceu a Josué antes da tomada de Jericó e lhe prometeu seu auxílio; foi S. Miguel que defendeu os israelitas contra as hostes de Senacherib, desbaratando-as; foi ainda S. Miguel, quem se opôs a Balaam, quando ia amaldiçoar o povo de Deus. Heliodoro experimentou a força vingadora do arcanjo, quando se aparelhou para praticar o roubo sacrílego do templo. (2. mac. 3, 25).

Da sinagoga e do povo eleito a missão de S. Miguel se transferiu à Igreja de Cristo. Numerosas são as suas aparições registradas na história da Igreja. Seu nome é mencionado várias vezes no sacrifício da Santa Missa. No “Confiteor” o sacerdote se dirige ao arcanjo S. Miguel, e invoca sua intercessão junto de Deus. Sobre o incenso, na missa solene é invocado seu nome. Ao Santo anjo, isto é, a S. Miguel o sacerdote logo depois da consagração se dirige, com o pedido de levar o santo sacrifício ao altar sublime de Deus. Terminada a missa rezada, em uma oração especial o povo pede a S. Miguel que o defenda no combate; cubra-o com o seu escudo contra os embustes e ciladas do demônio; precipite ao inferno a Satanás e aos outros espíritos malignos que andam pelo mundo para perder as almas. S. Miguel é ainda o patrono dos agonizantes, o guia das almas dos defuntos para o céu, como faz lembrar o texto do ofertório da missa de “Requiem”.

Na história da Igreja são mencionadas duas aparições de S. Miguel: Uma ao Papa Gelásio I no monte Gargano. A festa de hoje é a comemoração deste fato e da consagração da Igreja de S. Miguel naquele lugar. Mais conhecida é a outra, de que foi dignado o Papa S. Gregório, o Grande, em ocasião de em Roma grassar a peste.

S. Miguel apareceu ao Papa no Castelo de Santo Ângelo e em sinal de cessão da epidemia, meteu a espada na bainha. Realmente a epidemia imediatamente parou de fazer vítimas.

TESTEMUNHOS: Faz quatro meses que eu incorporei ao cot. Fui perdido na bebida, a mentira, o sexo, traia minha mulher, embora assiduamente freqüentasse um movimento da igreja. Eu dizia que a cot era fanática por causa de meu vizinho que é da cot. não penso mais assim. Depois que eu entrei na cot, eu tive a coragem contar tudo para a mulher, ela perdoou, minha consciência está limpa, já confessei para padre que celebrou a missa na cot, sou homem novo. Agora eu estou praticando o catolicismo.
Estou emitindo para vocês o estudo que fiz a semana passada com a mulher os filhos, de um panfleto que me foi entregue no quartel.


SATANÁS

Satanás é o antagonista central de Deus e do homem, ele é petulante, em seu orgulho se aventura se opondo aos planos de Deus. Contudo para destruir as almas ele precisa da cooperação do ser humano. Para a realização de seus planos contra Deus e as almas, ele também precisa da ajuda humana. Ele é forte, espírito e inteligente, contudo a Igreja e seus filhos têm autoridade sobre ele e seus demônios. Jesus ao ressuscitar o derrotou e o julgou.

ORIGEM DE SATANÁS:

“A palavra do Senhor foi-me dirigida nestes termos: filho do homem, entoa um cântico fúnebre sobre o rei de Tiro, e dize-lhe: Eis o que diz o Senhor Javé: Eras um selo de perfeição, cheio de sabedoria, de uma beleza acabada. Estavas no Éden, jardim de Deus, estavas coberto de gemas diversas: sardônica, topázio e diamante, crisólito, ônix e jaspe, safira, carbúnculo e esmeralda; trabalhados em ouro. Tamborins e flautas, estavam a teu serviço, prontos desde o dia em que foste criado. Eras um querubim protetor colocado sobre a montanha santa de Deus; passeavas entre as pedras de fogo. Foste irrepreensível em teu proceder desde o dia em que foste criado, até que a iniqüidade apareceu em ti. No desenvolvimento do teu comércio, encheram-se as tuas entranhas de violência e pecado; por isso eu te bani da montanha de Deus, e te fiz perecer, ó querubim protetor, em meio às pedras de fogo. Teu coração se inflou de orgulho devido à tua beleza, arruinaste a tua sabedoria, por causa do teu esplendor; precipitei-te em terra, e dei com isso um espetáculo aos reis. À força de iniqüidade e de desonestidade no teu comércio, profanaste os teus santuários; assim, de ti fiz jorrar o fogo que te devorou e te reduzi a cinza sobre a terra aos olhos dos espectadores. Todos aqueles que te conheciam entre os povos ficaram estupefatos com o teu destino; acabaste sendo um objeto de espanto; foste banido para sempre!” (Ez 28,11-19).

“Então! Caíste dos céus, astro brilhante, filho da aurora! Então! Foste abatido por terra, tu que prostravas as nações! Tu dizias: Escalarei os céus e erigirei meu trono acima das estrelas. Assentar-me-ei no monte da assembléia, no extremo norte. Subirei sobre as nuvens mais altas e me tornarei igual ao Altíssimo. E, entretanto, eis que foste precipitado à morada dos mortos, ao mais profundo abismo. Detêm-se para ver-te melhor, e procuram reconhecer-te: Porventura é aquele que fazia tremer a terra, e abalava os impérios, que fazia do mundo um deserto, e destruía as cidades, e impedia os prisioneiros de voltarem para suas casas?” (Is 14,12)

A NATUREZA DE SATANÁS:

  • Ele é uma criatura de Deus (Ez 28,14) e não o Criador.
  • Ele é um ser espiritual (Ef 6,11,12).
  • Ele é da ordem dos querubins (Ez 28,14).
  • O mais exaltado das criaturas angelicais (Ez 28,12).

A PERSONALIDADE DE SATANÁS:

  • Ele possui intelecto e é astuto (II Co 11,3).
  • Ele tem emoções (Ap 12,17)
  • Ele tem vontades (II Tm 2,26).
  • Ele é tratado como pessoa moralmente responsável (Mt 25,41)
  • É descrito com pronomes pessoais (Jó 1,6).

TRAÇOS DE SUA PERSONALIDADE:

  • Ele é homicida (Jo 8,44).
  • Ele é mentiroso (Jo 8,44).
  • Ele é um pecador contumaz (teimoso) (I Jo 3,8).
  • Ele é acusador (Ap 12,10).
  • Ele é adversário de Deus e dos cristãos (I Pe 5,8).

DESCRIÇÃO DA PERSONALIDADE DE SATANÁS

Satanás é uma pessoa, isto é, tem personalidade, porque possui vontades, desejos e sentimentos. É inteligente, sagaz e hostil. Inimigo declarado de Deus e dos homens, porque para ele não há perdão. O homem tem reconciliação com Deus, através do Nosso Senhor Jesus Cristo.

Os maiores oponentes são os cristãos lavados pelo Sangue do Senhor Jesus Cristo e cheios do Espírito Santo, pois temos autoridade sobre ele e seus anjos caídos. O ódio contra a humanidade é declarado por meio de guerras, destruições, fome e miséria no mundo. Deus nos revelou muito da pessoa dele nas Escrituras, para que não tome vantagens sobre nós. “… Para que Satanás não alcance vantagens sobre nós, pois não lhe ignoramos os desígnios” (II Co 2,11).

NOMES:

  • Satanás = Adversário (Grego) Mt 4,10 e Jó 1.
  • Diabo = Difamador, caluniador (I Pe 5,8).
  • “Lúcifer” = Filho da alva (Is 14,12).
  • Beelzebub = (Mt 12,24,27) _ Mc 3,22).
  • Belial = (II Co 6,15 e II Sm 23,6).

TÍTULOS:

  • Maligno = (Mt 13,19 e II Co 6,15).
  • Tentador = Ts 3,5.
  • Príncipe deste mundo = (Jo 12,31; Jo 16,11) (Trilogia satânica: FAMA ou SUCESSO, PRAZER e PODER).
  • Príncipe das potestades do ar = (Ef 2,1,2).
  • Deus deste século = (II Co 4,4).
  • Acusador de nossos irmãos = (Ap 12,10).
  • Ladrão = (Jo 10,10).
  • Homicida e Mentiroso = (Gn 4,8, Jo 8,44).
  • Pai da mentira (Jo 8,44).
  • Destruidor (Ap 9,11).
  • Sedutor = ele tenta levar-nos a acreditar no que não é verdadeiro. (Ap 20,10)

REPRESENTAÇÕES:

  • Serpente = (Ap 12,9).
  • Dragão = (Ap 12,9).
  • Anjo do Abismo = Ap 9,11.
  • Anjo de Luz = (II Co 11,14, 15).
  • Estrela caída = (Is 14,12;Ap 9,1)
  • Estrela (Ap 1:20).
  • Passarinheiro = (Sl 91,3).
  • Aves = (Mt 13,4).
  • Semeador de joio (Mt 13:25).
  • Lobo (Jo 10:12). Leão que ruge (I Pe 5:8).

SUAS LIMITAÇÕES:

  • Não é onisciente = não pode estar em todo lugar ao mesmo tempo.
  • Sua ação pode ser resistida pelo cristão (Tg 4,7).
  • Deus coloca limites em suas ações (Jó 1,12).

A ATUAÇÃO DE SATANÁS

Em relação à Obra Redentora de Cristo:

  • a) Predição de conflito e derrota (Gn 3,15).
  • b) Na tentação de Cristo (Mt 4,1-11).
  • c) Satanás usou várias pessoas para tentar impedir a obra de Cristo (Mt 2,16; Jo 8,44; Mt 16,23).
  • d) Ele possuiu o corpo de Judas para traí-lo (Jo 13,27).

Em relação às nações:

  • a) Ele as engana (Ap 20,3).
  • b) Ele governa as nações através de seus enviados (Dn 10,13):
    “Kosmokrator” = Governadores do Mundo.
    “ARCHE” = Principados, magistrados, poderes.
    “EXOUSIA” = Autoridades, poderes delegados.
    “PNEUMA” = Espíritos e “PONERIA” = Iniqüidade, depravação, maligno = Forças espirituais do mal nas regiões celestes.
  • c) Ele se prepara para a “BATALHA DO ARMAGEDOM” (Ap 16,13,14).

Em relação aos incrédulos:

  • Cega o entendimento (II Co 4,4).
  • Arrebata a Palavra plantada nos corações (Lc 8,12).
  • Usa homens para se opor à obra de Deus (Ap 2,13; Jo 7,30).

Em relação ao que crê:

  • Promove lutas e dissensões (Ef 6,10-18; I Co 1,10).
  • Acusa e planta dúvidas (Gn 3,1-5; Ap 12,10).
  • Por causa do orgulho, leva a mentir (At 5,3).
  • Influencia na área do sexo, levando ao pecado (I Co 7,5; Gl 5,19) (Obras da carne).
  • A ocupar-se com este mundo (I Jo 2,15-17; I Jo 5:19).
  • A orgulhar-se das questões espirituais (I Tm 3,6).
  • A depender da sua própria sabedoria e da força humana (I Co 1,18-25; I Co 3,18-23; I Co 4,5).
  • Cansaço e desânimo (II Co 4,8,16; Ap 3,9).
  • Perseguições (Ap 2,10; At 8,1; Mt 10,16-23).
  • Impedimento quanto ao serviço (I Ts 2,18).
  • Falsos Mestres (II Co 11,4; II Pe 2,1-19).
  • Falsos Discípulos (Mt 13,38,39) são os joios.
  • Cria facções na Igreja, nos lares e comunidades (Tg 3,14-16).
  • Aprisiona e corrompe as mentes (II Co 10,4,5).
  • Fará esfriar o amor entre os irmãos, tornando-os egoístas (Mt 24,12-14).

OS JUÍZOS DECRETADOS POR DEUS CONTRA SATANÁS:

  • Expulso de sua posição original no Céu (Ez 28,16).
  • Julgado no Jardim do Éden (Gn 3,14,15).
  • Julgado na cruz do Calvário (Jo 12,31).
  • Expulso dos céus no final dos tempos (Ap 12,9).
  • Preso no abismo no inicio do Milênio (Ap 20,2).
  • Será lançado no Lago de Fogo (Ap 20,10).

A DEFESA DO CRISTÃO CONTRA SATANÁS:

  • O Sangue de Jesus (At 20,28; Rm 3,26; Ef 2,13).
  • O Nome de Jesus Cristo (Hb 1,1-6; Fp 2,9-11).
  • A obra intercessora de Cristo (Jo 17,15; I Tm 2,5,6).
  • O cristão deve estar sempre vigilante (I Pe 5,8).
  • O cristão deve resistir a Satanás (Tg 4,7).
  • O cristão nunca deve falar de Satanás com desprezo (Jd 8 e 9).
  • O cristão deve usar a Armadura de Deus (Ef 6,11-18).
  • O plano de Deus pode incluir usar Satanás para propósitos benéficos na vida do crente (II Co 12,7).
  • Autoridade delegada pelo Senhor Jesus Cristo (Lc 10,19,20).

Deus está permitindo que Satanás coloque tudo aquilo que vai dentro do seu coração, fazendo com que a intenção se transforme em obras, porque Deus julga sempre obras, isto é, visível aos olhos de Deus para que seja julgado conforme a Justiça divina. Satanás opera com restrição de Deus por causa da presença do Espírito Santo no nosso meio. Quando for retirado a Igreja e o Espírito Santo, aí então podemos sentir o mundo entrando num caos total.

Dom Eugênio de Araújo Sales
Bispo Emérito do Rio de Janeiro

 

Que diz a Igreja sobre a sua existência? A julgar pela atitude da mídia e de certas correntes filosóficas e teológicas contemporâneas, "também o diabo está (ou parece) morto". Contudo, não é esta a posição do Papa Paulo VI ou João Paulo II, do Catecismo da Igreja Católica. Se não, vejamos

O último pedido do Pai Nosso "Mas livrai-nos do mal" faz parte da oração sacerdotal de Jesus (Jo 17,15): "Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno". O Catecismo da Igreja Católica (nº2850) diz que o "nós" do Pai Nosso lembra a solidariedade para o bem e para o mal existentes entre os filhos do mesmo Pai.

O Papa Paulo VI, na audiência pública de 15 de novembro de 1972, esclarece sobre sinais da presença da ação diabólica. Embora às vezes pareçam tornar-se evidentes, é necessário ter muito cuidado no discernimento. Acrescenta ele: "Podemos admitir a sua ação sinistra onde a negação de Deus se torna radical, sutil ou absurda; onde o engano se revela hipócrita, contra a evidência da verdade; onde o amor é anulado por um egoísmo frio e cruel; o nome de Cristo é empregado com ódio consciente e rebelde; onde o espírito do Evangelho é falsificado e desmentido; onde o desespero se manifesta como a última palavra etc".

 

A afirmação da existência de espíritos decaídos, demônios, Satanás só tem sentido em um contexto mais amplo. A presença de anjos e demônios jamais será aceita à margem da fé cristã. A oposição a essa crença tradicional da Igreja surge, com certo tipo da História da Religião, dentro de um ambiente racionalista e iluminista. A argumentação daí resultante é alimentada pelas doutrinas propagadas por povos vizinhos aos judeus. Os relatos do Antigo Testamento, segundo eles, não trazem uma revelação, mas simplesmente reproduzem mitos das culturas pagãs. Nessa linha de pensamento, o conhecido exegeta protestante, Rudolf Bultmann em sua obra "Kerygma e Mythos", sentencia: "Já não é possível usar luz elétrica e rádio (...) e ao mesmo tempo acreditar no mundo de espíritos e milagres do Novo Testamento". Interessante observar que são exatamente teólogos e pensadores protestantes de renome, como Karl Barth, que tem outra posição "por causa da tradição bíblica e por causa do seu valor na piedade do povo cristão", o tema dos anjos não pode ser preterido pela teologia. Contudo, isso não impede que alguns teólogos católicos continuem numa profunda reticência, temerosos talvez, de serem taxados de "tradicionalistas" caso tratem, dentro da nossa crença, o tema de anjos e demônios.

Ao falar em Satanás é importante evitar dois erros: o de absolutizar o maligno, como se fosse uma terrível ameaça, em cada momento, a cada pessoa mesmo reta, verdadeira, humilde e fiel. O demônio pode influenciar através das faculdades mentais, e das tendências da natureza. Ele, contudo, não tem poder sobre o íntimo da pessoa, pois sua liberdade, sua consciência pertencem diretamente a Deus. Uma pessoa generosa, que procura guardar a retidão e pureza de seu modo de agir, e mesmo a criança que reza com amor e confiança é mais forte do que Satanás. De outro lado, há o erro do racionalismo, supondo não existir aquilo que não podemos ver e experimentar com nossos sentidos. Nesse caso está o Demônio.

O Novo Testamento fala freqüentemente no Diabo ou Satanás e em demônios. E mostra seu lugar na história da salvação, tanto no evento central da vida de Jesus Cristo, como na Igreja. O anjo decaído não pode ver Deus em Jesus; só pode constatar com pavor e horror que este "profeta", superior a todos os outros, é o perigo definitivo para as aspirações do inferno. Jesus é apresentado como Aquele que venceu Satanás. O maligno derrotado consegue ainda atrapalhar e seduzir. O Novo Testamento não manifesta interesse especulativo algum em descrever dramaticamente o universo dos demônios, como o faziam certos livros apócrifos. Não existe uma "demonologia". O Novo Testamento tem, entretanto, um forte interesse em demonstrar que Satanás e seus espíritos subalternos se apresentam no mundo como adversários da salvação, de Jesus e de seus fiéis. Seu nome é "Diabo e Satanás" (Mt 4,1), "inimigo e tentador", "Maligno" (Mt 13,19; Ef 6,16), "príncipe do mundo" (Jo 12,31), "acusador" (Ap 12,10), "dragão", "serpente" (Ap 12), "chefe dos demônios" (Mc 3,22) e assim por diante.

Jesus não é um exorcista, mas o iniciador do Reino do Pai e do seu poder. Ele é a imagem de Deus. A luta contra Satanás e a vitória definitiva sobre ele, é parte constitutiva deste anúncio. Cristo, ele mesmo interpreta sua presença assim: "O príncipe deste mundo está sendo jogado fora" (Jo 12,31). É claro que nesses acontecimentos existem também elementos de doença.

O Magistério da Igreja procurou sempre manter um equilíbrio entre tendências de absolutizar o Maligno e, hoje, de considerá-lo insignificante. O Concílio Vaticano II não tratou o assunto de modo explícito; somente citou-o de passagem dizendo que em Cristo "Deus nos reconciliou consigo e entre nós, arrancando-nos da servidão do diabo e do pecado" ("Gaudium et Spes" 22.3; 2.2); e o maligno continua nos tentando ("Lumen Gentium" 16; 48,4; "Ad Gentes" 9).

Importa observar que os demônios não são apenas um poder anônimo, impessoal. Mas são espíritos criados, pessoas. Por isso, e só por isso, o Concílio pode dizer deles: "Segundo sua natureza, criados por Deus como bons, mas por si próprios se tornaram maus". Na doutrina sobre o demônio, a Igreja sublinha de um lado a infinita bondade de Deus Criador. E, de outro lado, mostra a grandeza da liberdade da criatura que sendo imagem de Deus, é exatamente por esse motivo, submetida a provas e tentações. É insistente a palavra de Jesus a todos nós: "Vigiai, porque não conheceis nem o dia nem a hora" (Mt 25,13; 13,35. 37).

Em conclusão, devem se erradicar dois comportamentos errôneos: o que faz do diabo um mito e aquele outro que o vê em toda parte.

Dom Estevão Bettencourt

 

São sete as razões principais pelas quais não sou protestante:

1. Somente a Bíblia...

Os protestantes afirmam que seguem a Bíblia como norma de fé. Acontece, porém, que a Bíblia utilizada por todos os protestantes é uma só; em português, vem a ser a tradução de Ferreira de Almeida. Por que então não concordam entre si no tocante a pontos importantes (ver nº 2 adiante)? E por que não constituem uma só comunidade cristã, em vez de serem centenas e centenas de denominações separadas (e até hostis) entre si?

A razão disto é que, além da Bíblia, seguem outra fonte de fé e disciplina... fonte esta que explica as divergências do Protestantismo.

Tal fonte, chamamo/la Tradição oral; é esta que dá vida e atualidade à letra do texto. A tradição oral do Catolicismo começa com Cristo e os Apóstolos, ao passo que as tradições orais dos protestantes começam com Lutero (1517), Calvino (1541), Knox (1567), Wesley (1739), Joseph Smith (1830)...

Entre Cristo e os Apóstolos, de um lado, e os fundadores humanos das denominações protestantes, do outro lado, não há como hesitar: só se pode optar pelos ensinamentos de Cristo e dos Apóstolos, deixando de lado os ´´profetas´´ posteriores.

Notemos que o próprio texto da Bíblia recomenda a Tradição oral, ou seja, a Palavra de Deus que não foi consignada na Bíblia e que deve ser respeitada como norma de fé. Os autores sagrados não tiveram, em vista expor todos os ensinamentos de Jesus, como eles mesmos dizem:

´´Há ainda muitas outras coisas que Jesus fez. Se elas fossem escritas, uma por uma, penso que nem o mundo inteiro poderia conter os livros que se teriam de escrever´´ (Jo 21,25, cf. 1 Ts 2,15).

´´Muitos outros prodígios fez ainda Jesus na presença dos discípulos, os quais não estão escritos neste livro. Estes, porém, foram escritos para que acrediteis que Jesus é o Cristo, o Filho de Deus, e para que, crendo, tenhais a vida em seu nome´´ (Jo 20,30s).

São Paulo, por sua vez, recomenda os ensinamentos que de viva voz nos foram transmitidos por Jesus e passam de geração a geração no seio da Igreja, sem estarem escritos na Bíblia:

´´Sei em quem acreditei.. Toma por norma as sãs palavras que ouviste de mim na fé e no amor do Cristo Jesus. Guarda o bom depósito com o auxílio do Espírito Santo que habita em nós´´ (2Tm 1, 12/14).

Neste texto vê/se que o depósito é a doutrina que São Paulo fez ouvir a Timóteo, e que Paulo, por sua vez, recebeu de Cristo. Tal é a linha pela qual passa o depósito:
Cristo /> Paulo /> Timóteo

A linha continua... conforme 2Tm 2,2:

´´O que ouviste de mim em presença de muitas testemunhas, confia/o a homens fiéis, que sejam capazes de o ensinar ainda a outros´´.

Temos então a seguinte sucessão de portadores e transmissores da Palavra:

O Pai /> Cristo /> Paulo (Os Apóstolos) /> Timóteo (Os Discípulos imediatos dos Apóstolos) /> Os Fiéis /> Os outros Fiéis

Desta forma a Escritura mesma atesta a existência de autênticas proposições de Cristo a ser transmitidas por via meramente oral de geração a geração, sem que os cristãos tenham o direito de as menosprezar ou retocar. A Igreja é a guardiã fiel dessa Palavra de Deus oral e escrita.[]

Dirão: mas tudo o que é humano se deteriora e estraga. Por isto a Igreja deve ter deteriorado e deturpado a palavra de Deus; quem garante que esta ficou intacta através de vinte séculos na Igreja Católica?

Quem o garante é o próprio Cristo, que prometeu sua assistência infalível a Pedro e as luzes do Espírito Santo a todos os seus Apóstolos ou à sua Igreja; ver Mt 16, 16/18; Lc 22,31s; Jo 21,15/17; Jo 14, 26; 16,13/15.

Não teria sentido o sacrifício de Cristo na Cruz se a mensagem pregada por Jesus fosse entregue ao léu ou às opiniões subjetivas dos homens, sem garantia de fidelidade através dos séculos. Jesus não pode ter deixado de instituir o magistério da sua Igreja com garantia de inerrância.

2. Contradições

0 fato de que não seguem somente a Bíblia, explica as contradições do Protestantismo:

Algumas denominações batizam crianças; outras não as batizam;

Algumas observam o domingo; outras, o sábado;

Algumas têm bispos; outras não os têm;

Algumas têm hierarquia; outras entregam o governo da comunidade à própria congregação (congregacionalistas);

Algumas fazem cálculos precisos para definir a data do fim do mundo / o que para elas é essencial. Outras não se preocupam com isto.

Vê se assim que a Mensagem Bíblica é relida e reinterpretada diversamente pelos diversos fundadores dos ramos protestantes, que desta maneira dão origem a tradições diferentes e decisivas.

Ademais, todos os protestantes dizem que a Bíblia contém 39 livros do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento, baseando/se não na Bíblia mesma (que não define o seu catálogo), mas unicamente na Tradição oral dos judeus de Jâmnia reunidos em Sínodo no ano 100 d.C.;

Todos os protestantes afirmam que tais livros são inspirados por Deus, baseando/se não na Bíblia (que não o diz), mas unicamente na Tradição oral.

Onde está, pois, a coerência dos protestantes?

Pelo seu modo de proceder, afirmam o que negam com os lábios; reconhecem que a Bíblia não basta como fonte de fé. É a Tradição oral que entrega e credencia a Bíblia.

3. Afinal a Bíblia... Sim ou Não?

Há passagens da Bíblia que os fundadores do Protestantismo no século XVI não aceitaram como tais; por isto são desviadas do seu destino original muito evidente:

1. A Eucaristia... Jesus disse claramente: ´´Isto é o meu corpo´´ (Mt 26,26) e ´´Isto é o meu sangue´´ (Mt 26,28).

Em Jo 6,51 Jesus também afirma: ´´O pão que eu darei, é a minha carne para o mundo´´. Aos judeus que zombavam, o Senhor tornou a afirmar: ´´Em verdade, em verdade vos digo: se não comerdes a carne do Filho do Homem e não beberdes o seu sangue, não tereis a vida em vós. Quem come minha carne e bebe o meu sangue, tem a vida eterna eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha came é verdadeiramente uma comida e o meu sangue verdadeíramente uma bebida´´.

Apesar disto, os protestantes não aceitam o sacramento do perdão e da reconciliação! (Jo 21,17).

Se assim é, por que é que ´´os seguidores da Bíblia´´ não aceitam a real presença de Cristo no pão e no vinho consagrados?

2. Jesus disse ao Apóstolo Pedro: ´´Tu és Pedro (Kepha) e sobre esta Pedra (Kepha) edificarei a minha Igreja´´ (Mt 16,18).

Disse mais a Pedro: ´´Simão, Simão... eu roguei por ti, a fim de que tua fé não desfaleça. E tu, voltando/te, confirma teus irmãos´´ (Lc 22,31s).

Ainda a Pedro: ´´Apascenta as minhas ovelhas´´ (Jo 21,15).

Apesar de tão explícitas palavras de Jesus, os protestantes não reconhecem o primado de Pedro! Por que será?

3. Jesus entregou aos Apóstolos a faculdade de perdoar ou não perdoar os pecados o que supõe a confissão dos mesmos para que o ministro possa discernir e agir em nome de Jesus:

´´Recebei o Espiríto Santo. Àqueles a quem perdoardes os pecados, ser/lhes/ão perdoados; àqueles a quem não os perdoardes, não serão perdoados´´ (Jo 20,22s).

4. Jesus disse que edificaria a sua Igreja (´´a minha Igreja´´, Mt 16,18) sobre Pedro. As denominações protestantes são constituídas sobre Lutero, Calvino, Knox, Wesley... Antes desses fundadores, que são dos séculos XVI e seguintes, não existia o Luteranismo, o Calvinismo (presbiterianismo), o Metodismo, o Mormonismo, o Adventismo... Entre Cristo e estas denominações há um hiato... Somente a Igreja Católica remonta até Cristo.

5. 0 Apóstolo São Paulo, referindo-se ao seu elevado entendimento da mensagem cristã, recomenda a vida una ou indivisa para homens e mulheres:

´´Dou um conselho como homem que, pela misericórdia do Senhor, é digno de confiança... 0 tempo se fez curto. Resta, pois, que aqueles que têm esposa, sejam como se não a tivessem; aqueles que choram, como se não chorassem; aqueles que se regozijam, como se não se regozijassem; aqueles que compram, como se não possuíssem; aqueles que usam deste mundo, como se não usassem plenamente. Pois passa a figura deste mundo. Eu quisera que estivésseis isentos de preocupações. Quem não tem esposa, cuida das coisas do Senhor e do modo de agradar ao Senhor. Quem tem esposa, cuida das coisas do mundo e do modo de agradar à esposa, e fica dividido. Da mesma forma a mulher não casada e a virgem cuidam das coisas do Senhor, a fim de serem santas de corpo e de espírito. Mas a mulher casada cuida das coisas do mundo; procura como agradar ao marido´´ (1Cor 7,25/34).

Ora os protestantes nunca citam tal texto quando se referem ao celibato e à virgindade consagrada a Deus. É estranho, dado que eles querem em tudo seguir a Bíblia.

4. Esfacelamento

Jesus prometeu à sua Igreja que estaria com ela até o fim dos tempos (cf. Mt 28,20); prometeu também aos Apóstolos o dom do Espírito Santo para que aprofundassem a mensagem do Evangelho (cf. Jo 14,26; 16,13s).

Não obstante, os protestantes se afastam da Igreja assim assistida por Cristo e pelo Espírito Santo para fundar novas ´´igrejas´´. São instituições meramente humanas, que se vão dividindo, subdividindo e esfacelando cada vez mais; empobrecem e pulverizam sempre mais a mensagem do Evangelho, reduzindo-a:

Ora a sistema de curas (curandeirismo), milagre serviço ao homem (Casa da Bênção, Igreja Socorrista, Ciência Cristã...);

Ora a um retorno ao Antigo Testamento, com empalidecimento do Novo; assim os ramos adventistas...;

Ora a um prelúdio de nova ´´revelação´´, que já não é cristã. Tal é o caso dos Mórmons; tal é o caso das Testemunhas de Jeová, que negam a Divindade de Cristo, a SS. Trindade e toda a concepção cristã de história.

5. Deterioração da Bíblia

0 fato de só quererem seguir a Bíblia (que na realidade é inseparável de Tradição oral, que a berçou e a acompanha), tem como consequência o subjetivismo dos intérpretes protestantes. Alguns entram pelos caminhos do racionalismo e vêm a ser os mais ousados dilapidadores ou roedores das Escrituras (tal é o caso de Bultmann, Marxsen, Harnack, Reimarus, Baur...). Outros preferem adotar cegamente o sentido literal, sem o discernimento dos expressionismos próprios dos antigos semitas, o que distorce, de outro modo, a genuína mensagem bíblica.

Isto acontece, porque faltam ao Protestantismo os critérios da Tradição (´´o que sempre, em toda a parte e por todos os fiéis foi professado´´), critérios estes que o magistério da Igreja, assistido pelo Espírito Santo, propõe aos fiéis e estudiosos, a fim de que não se desviem do reto entendimento do texto sagrado.

6. Mal-Entendidos

Quem lê um folheto protestante dirigido contra as práticas da Igreja Católica (veneração, não adoração das imagens, da Virgem Santíssima, celibato...), lamenta o baixo nível das argumentações: são imprecisas, vagas, ou mesmo tendenciosas; afirmam gratuitamente sem provar as suas acusações; não raro baseiam/se em premissas falsas, datas fictícias, anacronismos.

As dificuldades assim levantadas pelos protestantes dissipam-se desde que se estudem com mais precisão a Bíblia e as antigas tradições do Cristianismo. Vê-se então que as expressões da fé e do culto da Igreja Católica não são senão o desabrochamento homogêneo das virtualidades do Evangelho; sob a ação do Espírito Santo, o grão de mostarda trazido por Cristo à terra tornou-se grande árvore, sem perder a sua identidade (cf. Mt 13,31 s); vida é desdobramento de potencialidades homogêneo. Seria falso querer fazer disso um argumento contra a autenticidade do Catolicismo. Está claro que houve e pode haver aberrações; estas, porém, não são padrão para se julgar a índole própria do Catolicismo.

A dificuldade básica no diálogo entre católicos e protestantes está nos critérios da fé. Donde deve o cristão haurir as proposições da fé: da Bíblia só ou da Bíblia e da Tradição oral?

Se alguém aceita a Bíblia dentro da Tradição oral, que lhe é anterior, a berçou e a acompanha, não tem problema para aceitar tudo que a Palavra de Deus ensina na Igreja Católica, à qual Cristo prometeu sua assistência infalível.

Mas, se o cristão não aceita a Palavra de Deus na sua totalidade oral e escrita, ficando apenas com a escrita (Bíblia), já não tem critérios objetivos para interpretar a Bíblia; cada qual dá à Escritura o sentido que ele julga dever dar, e assim se vai diluindo e pervertendo cada vez mais a Mensagem Revelada. A letra como tal é morta; é a Palavra viva que dá o sentido adequado a um texto escrito.

7. Menosprezo da Igreja

Jesus fundou sua Igreja e a entregou a Pedro e seus sucessores. Sim, Ele disse ao Apóstolo:

´´Tu és Pedro e sobre essa pedra edificarei a minha Igreja, e as portas do Inferno não prevalecerão contra ela. Eu te darei as chaves do Rei

Adicione um comentário !

Os seus dados (Facultativo) :

error

Atenção, os comentários insultuosos, racistas, etc. são proibidos neste site.
Se alguma queixa for apresentada, utilizaremos o seu IP (38.103.63.59) para o identificar.

Nenhum comentário
São Miguel e seu poder dado por Deus