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Dados importantes na vida de Santo Agostinho  (Bloog Católico, Santo Agostinho, Bispo eDoutor) Inserido Tuesday 21 October 2008 23:04

Blogue de programacoracaoinquieto :Programa Coração Inquieto, Com Santo Agostinho anunciando o Evangelho!, Dados importantes na vida de Santo Agostinho

                                         Santo Agostinho

Aurelius Augustinus, mais conhecido como SANTO AGOSTINHO nasce em TAGASTE DE NUMÍDIA, província romana ao norte da África em 13 de novembro de 354; primogênito do pagão Patrício e da fervorosa cristã Mônica. Criança alegre, buliçosa, entusiasta do jogo, travessa e amante da amizade, não gosta muito de estudar porque os mestres usam métodos agressivos e não são sinceros. Ante os adultos se revela como "um menino de grandes esperanças", com inteligência clara e coração inquieto.

Africano pela lei do solo, romano pela cultura e língua, e cristão por educação. AGOSTINHO, jovem, de temperamento impulsivo e veemente, se entrega com afinco ao estudo e aprende toda a ciência do seu tempo. Chega a ser brilhante professor de retórica em Cartago, Roma e Milão.

Sedento de Verdade e Felicidade

Em sua busca afanosa vive longos anos com ânimo disperso. Vazio de Deus e agarrado pelo pecado, a vontade "sequestrada", errante e peregrina, "enganado e enganador".

Mas, seu coração, sempre aberto à verdade, chega ao encontro da graça pelo caminho da interioridade, apoiado pelas orações de sua mãe, que na infância lhe havia marcado com o sinal da cruz.

Coração Sempre Jovem

Estando em Milão, no seu horto; uma voz infantil o anima - "TOMA E LÊ" - a ler as Escrituras, ficando de repente iluminada a sua inteligência com uma luz de segurança e satisfazendo o seu coração - CORAÇÃO HUMANO - coração grande de jovem; era o outono do ano 386.

Deixando a docência, retira-se a CASSICÍACO, recinto de paz e silêncio e põe em prática o Evangelho em profunda amizade compartilhada: vida de quietude, animada somente pela paixão à Verdade. Assim se prepara para ser batizado na Primavera de 387 por Santo Ambrósio.

Inspirador da Vida Religiosa

De novo em Tagaste - a mãe morre no porto de Roma - vende suas posses e projeta seu programa de vida comum: probreza, oração e trabalho. Por seus dotes naturais e títulos de graça, cresce em torno dele um grupo de amizade e funda para a história o Monacato Agostiniano.

No ano 391 é proclamado sacerdote pelo povo, e cinco anos mais tarde, os cristãos de Hipona o apresentam para o Episcopado. Consagrado BISPO DE HIPONA - título de serviço e não de honra - converte a sua residência em casa de oração e tribunal de causas. Inspirador da vida religiosa, pastor de almas, administrador de justiça, defensor da Fé e da Verdade. Prega e escreve de forma infatigável e condensa o pensamento do seu tempo.

O Primeiro Homem Moderno

Em 429 os vândalos, guiados por Genserico atravessam o Estreito de Gibraltar e atacam o norte africano. AGOSTINHO "cercado com o seu povo" sente amargura e luto, alenta o ânimo de seus fiéis e os convida à defesa. No terceiro mês do assédio, aos 76 anos de vida, em 28 de agosto de 430, começa a viver na Cidade de Deus uma vida mais nobre.


Datas Importantes Em Sua Vida


ANO IDADE  
354 00 13 de Novembro. Nasce em Tagaste.
365 11 Inicia os cursos de educação geral em Madaura.
370 16 Volta a Tagaste.
371 17 Transfere-se para Cartago, a fim de estudar Retórica e Artes Liberais.
372 18 Morre o seu pai, Patrício.
Apaixona-se e junta-se a uma mulher.
373 19 Lê "O Hortênsio", de Cícero.
Torna-se maniqueu (seita filosófico-religiosa).
Provável nascimento de Adeodato, seu filho.
374 20 Regressa a Tagaste como professor de Gramática.
376 22 Morre um amigo íntimo.
Agostinho vai de novo a Cartago como professor.
383 29 Vai para Roma, onde continua a docência.
385 31 Depois de ganhar a Cátedra de Retórica da Casa Imperial, por concurso, vai para Milão.
Encontra-se com Santo Ambrósio, Bispo da cidade.
386 32 Outono: CONVERTE-SE À FÉ CATÓLICA.
Passa alguns meses em Cassicíaco.
387 33 Noite da Páscoa (24-25 de abril): É batizado em Milão.
Volta a África e morre sua mãe Mônica (santa), em Óstia Tiberina, porto de Roma.
388 34 Chega a Cartago e pouco depois a Tagaste.
Vende suas posses e funda o primeiro mosteiro.
391 37 É ordenado Sacerdote em Hipona.
395 41 É Sagrado Bispo Auxiliar.
396 42 Sucede ao Bispo Valério em Hipona.
400 46 Publica as "Confissões".
426 72 Publica a "Cidade de Deus".
430 76 Genserico ataca Numídia e cerca Hipona.
28 de agosto, Agostinho morre em Hipona.



Agostinho vive hoje na família Agostiniana que lhe reconhece como Pai, no culto da Igreja que o venera como Santo, em todas as almas recuperadas que lhe devem o seu retorno a Deus e nas mentes privilegiadas que o admiram por seu gênio fecundo.



Pessoas Influentes Na Sua Vida

SUA FAMÍLIA Patrício - Pai, oficial
Sta.Mônica - Mãe, fervorosa cristã.
Navigio - Irmão, morreu jovem.
Perpétua - Irmã, religiosa dos primeiros mosteiros.
Melânia (?) - Mãe de seu filho Adeodato.
Adeodato - Seu filho, morreu jovem.


SEUS COMPANHEIROS E AMIGOS
Alipio - Conterrâneo e discípulo.
Evódio - Membro do grupo em Milão.
Severo - Membro da 1ª comunidade.
Possídio - Autor da 1ª biografia e erudito cristão.
Nebrídio - Discípulo de Agostinho na Itália.


SUAS MOTIVAÇÕES E INSPIRAÇÕES
Romaniano - Rico, amigo da família.
Cícero - Poeta latino e autor de O Hortêncio.
Fausto - Chefe supremo dos Maniqueus.
Santo Ambrósio - Bispo de Milão.
S. Jerônimo - Grande estudioso e erudito cristão.
Ponticiano - Empregado da Corte Imperial.
Mario Victorino - Filósofo do século IV.


OBRAS MAIS IMPORTANTES
As Confissões - Autobiografia.
A Cidade de Deus
A Trindade
Ensaios Filosóficos
Tratados Educacionais e Tratados Bíblicos
Sobre a Vida Religiosa, Dogmáticos e Apologéticos.


Lugares Mais Importantes Em Sua Vida

TAGASTE • cidade natal • início dos estudos • primeira experiência como professor de gramática • primeiro mosteiro agostiniano.

MADAURA • educação secundária.

CARTAGO • estudos superiores: artes liberais e retórica • primeira experiência como professor de retórica • sede de muitos concílios que participou como bispo • fundação de um mosteiro agostiniano.

ROMA • capital do Império Romano • cátedra de retórica • lugar de repouso depois da morte de sua mãe.

MILÃO • residência do Imperador • cátedra oficial de retórica no palácio imperial • lugar da sua conversão e batismo.

ÓSTIA TIBERINA • porto marítimo de Roma • êxtase • morte e sepultura de sua mãe.

CASSICÍACO • vila perto de Milão • lugar de retiro em companhia de seus amigos antes do batismo escreve vários tratados filosóficos em diálogo com seus amigos.

HIPONA • sede diocesana de Agostinho onde foi ordenado Sacerdote e depois Bispo. Fundou três mosteiros; onde morreu e foi sepultado.

Fonte: site da osa

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O Milagre realizado por Santa Gianna Beretta Molla  Inserido Tuesday 21 October 2008 12:03

Blogue de programacoracaoinquieto :Programa Coração Inquieto, Com Santo Agostinho anunciando o Evangelho!, O Milagre realizado por Santa Gianna Beretta Molla
Santa Gianna Beretta Molla é lembrada na Assembléia das Igrejas em Itaici - 20/10/2008

Neste domingo, último dia da Assembléia das Igrejas do Regional Sul 1 da CNBB, realizado em Itaici,  a emoção contagiou leigos, padres e bispos diante do relato de uma mãe que preferiu enfrentar todas as consequências advindas de seu ato de amor: dar a vida por sua filha ainda por vir ao mundo. Elisabete Arcolino Comparini, contou como a fé transformou sua vida e a de sua família, enquanto aguardava o nascimento de seu quarto bebê: Gianna Maria. Elisabete contou o milagre - devidamente atestado pelas autoridades da Igreja e da Ciência - que aconteceu em sua vida, após oração incessante pedindo a intercessão da Beata Gianna Beretta, médica e mãe amorosa, pela vida de seu bebê.

Elisabete Arcolino Comparinni casada, quatro filhos, residente em Franca-SP, cujo milagre recebido foi responsável pela canonização de Gianna Beretta Molla,  deu seu depoimento com extraordinária convicção e serenidade a CatolicaNet. Acompanhe:

Catolicanet: Como foi a gravidez de seu quarto bebê?
Elisabete: Grávida de quatro meses, a minha bolsa rompeu e eu perdi todo o líquido amniótico e nesses casos a conduta médica é o aborto, a retirada da criança. Mas com a experiência de fé que havia tido com meu marido, que também foi um milagre da vida, ele que foi um ex-traficante de drogas e que depois recebeu a cura do vírus HIV, nos fundamentamos ‘nesse Deus que não iria nos abandonar’. Portanto fomos dizendo não a esse aborto dia-a-dia, até um momento especial que recebemos a visita de Dom Diógenes Matthes, Bispo de Franca. Hoje, ele é bispo emérito. Dom Díógenes então me perguntou: - ‘Você esta disposta a dar a vida por esta criança’? Eu disse que sim, mas temia pelas três crianças que estava deixando, que ficariam sem mãe. Ele então rezou um pouco comigo, foi a sua casa e retornou com o livro da Beata Gianna, ajoelhou-se  diante do Santíssimo e pediu: - ‘Beata Gianna Beretta Molla a senhora já teve um milagre para ser beata, esta lhe faltando um milagre para ser santa, por isso eu vos peço, chegou a tua vez, faça esse milagre na vida dessa mãe desta família’.
Nós acreditamos nesta oração dele e começamos a rezar pela beata Gianna todos os dias. E pela graça de Deus no dia 31 de maio de 2000, contradizendo todas as teorias médicas, que afirmavam que a criança nem sobreviveria e, caso viesse a sobreviver, ficaria muito tempo na UTI e, se ainda assim, sobrevivesse ao tratamento intensivo seria uma criança com muitas e muitas sequelas. No entanto, minha filha nasceu com um choro forte,e contrariando todas as expectativas médicas, nasceu  perfeita.
Hoje ela tem oito anos é uma criança normal, muito sorridente, vai a escola como qualquer criança. Seu nome é Gianna Maria,  em homenagem a Gianna Beretta Mola, hoje Santa.

Muitas graças têm sido alcançadas, em vários países, pela intercessão de Santa Gianna, especialmente por mulheres que não conseguem engravidar ou têm problemas na gestação e/ou no parto, por isso, várias crianças têm recebido o honroso nome de Gianna em agradecimento por sua intercessão.

Catolicanet: O fato de ter prosseguido com uma gravidez de alto risco até o fim teve conseqüências para sua saúde?


Elisabete: "após o parto, eu também  passei por momentos muito difíceis. A minha placenta aderiu ao útero e eu perdi quase oitenta por cento do sangue do meu organismo, fiquei entre a vida e a morte numa situação muito parecida com a de Santa Gianna Beretta, mas Deus me deu a Graça de voltar a vida e hoje ser uma testemunha forte de sua presença. Como disse Santo Inácio: - Se acreditamos em um Deus pequeno, Ele sempre faz pequenas coisas em nossa vida, mas se acreditamos num Deus Grande, Ele sempre faz grandes coisas em nossas vidas."

Catolicanet: Você chegou a conhecer a família de Santa Gianna?


Elisabete: Estivemos em Roma, com a família da santa, o marido, os filhos que estão vivos e também com S.S. o Papa João Paulo II.

Catolicanet: Hoje, qual a sua relação de fé com Santa Gianna?


Elisabete: Fui abençoada por Santa Gianna Bereta Molla, ela que age em defesa da vida. O meu testemunho também é em defesa da vida.  Hoje estamos na divulgação da devoção de Santa Gianna a grande patrona em defesa da vida e a patrona da Pastoral familiar.

Catolicanet: Que mensagem gostaria de deixar para todas as mães de família


Elisabete: Que possamos nos colocar sob a intercessão de Santa Gianna para que ela possa nos ajudar a sermos famílias cada vez mais santas e sempre em defesa da vida.

Sem dúvida, Elisabete tem contribuído para suscitar, em muitas famílias,  o amor pela vida. Hoje ela e sua família são gratas pela intercessão de Santa Gianna Beretta e seguem testemunhando a misericórdia de Deus manifestadas na Vida dos que já vivem em Sua glória e naquelas que buscam a santidade a cada dia.

 
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Fonte: Catolicanet
Local:Itaici (SP)
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Filosofia  Inserido Sunday 19 October 2008 22:18

BAGNO, Marcos. Preconceito lingüístico, Loyola, São Paulo, 2003

 

            O preconceito lingüístico fica bastante claro numa série de afirmações que já fazem parte de imagem (negativa) que o brasileiro tem de si mesmo e da língua falada por aqui. Feito em mitos, vemos o primeiro que é: “ a língua portuguesa falada no Brasil apresenta uma unidade surpreendente”. Este é o maior e o mais sério dos mitos que compõem a mitologia do preconceito lingüístico no Brasil. Esse mito é muito prejudicial à educação porque, ao não reconhecer a verdadeira diversidade do português falado no Brasil, a escola tenta impor sua norma lingüística como se fosse, de fato, a língua comum a de todos os 160 milhões de brasileiros, independentemente de sua idade, de sua origem geográfica, de sua situação socioeconômica, de seu grau de escolarização, etc.

            No Brasil, embora a língua falada pela grande maioria da população seja o português, ele apresenta um alto grau de diversidade e de variabilidade, não só por causa da grande extensão territorial do pais, mas principalmente por causa da trágica injustiça social. A educação ainda é privilégio de muita pouca gente em nosso país. E muitos são considerados como os sem-língua. É preciso, portanto, que a escola e todas as demais instituições voltadas para a educação e a cultura abandonem esse mito de “unidade” do português no Brasil e passem a reconhecer a verdadeira diversidade lingüística de nosso país. No mito dois temos: “Brasileiro não sabe português / só Portugal se fala bem português”. É a mesma concepção torpe segundo a qual o Brasil é um país subdesenvolvido porque sua população não é uma raça “pura”, mas sim o resultado de uma mistura negativa de raças, sendo que duas delas, a negra e a indígena, são “inferiores” à do branco europeu, por isso nosso “povinho” só pode ser p que é. Assim, uma raça que não é “pura” não poderia falar uma língua “pura”. Essa história de dizer que “brasileiro não sabe português”, e que “só em Portugal se fala bem português”? trata-se de uma grande bobagem, infelizmente transmitida de geração a geração pelo ensino tradicional da gramática na escola. O brasileiro sabe português, sim. O que acontece é que nosso português é diferente do português falado em Portugal.

            O mito de que o “brasileiro não sabe português” também afeta o ensino de língua estrangeiras. Assim como nós aqui cometemos “pecados” contra a gramática normativa, os portugueses também cometem os deles, só que, mais uma vez, diferente dos nossos. Uma língua não para nunca. Evolui sempre, isto é, muda sempre. No mito três, vemos: Português é muito difícil”. Como o nosso ensino da língua sempre se baseou na norma gramatical, as regras que aprendemos na escola em boa parte não correspondem à língua que realmente falamos e escrevemos no Brasil. Por isso que achamos que “português” é uma língua difícil. Se tantas pessoas inteligentes e cultas continuam achando que não sabem português ou que português é muito difícil, é porque essa disciplina fascinante foi transformada numa “ciência esotérica”, numa doutrina cabalística que somente os iluminados conseguem dominar completamente. No mito quatro temos: “as pessoas sem instrução falam tudo errado”. Como se vê, do mesmo modo como existe o preconceito contra a fala de determinadas classes sociais, também existe o preconceito contra a fala, característica de certas regiões. No mito cinco se diz: “o lugar onde melhor se fala português no Brasil é o Maranhão”. Acontece, porém, que os defensores desse mito não se dão conta de que, ao utilizarem o critério prescrivista de correção para sustentá-lo, se esquecem de si mesmo.

            No mito seis vemos: “o certo é falar assim porque se escreve assim”. Infelizmente, existe uma tendência muito forte no ensino da língua de querer obrigar o aluno a pronunciar do jeito que escreve, como se fosse essa a única maneira “certa” de falar português. A língua escrita, por seu lado, é totalmente artificial, existe treinamento, memorização, exercício, e obedece a regras fixas, de tendência conservadora, além de ser uma representação não axaustiva da língua falada. Do ponto de vista da história da humanidade é a mesma coisa. A espécie humana tem, pelo menos, um milhão de anos. No mito sete diz: “é preciso saber gramática para falar e escrever bem”. Afinal, se fossem. Assim, todos os gramáticos seriam grandes escritores. Os bons escritores seriam especialistas em gramática. No mito oito vemos: “o domínio da norma culta é um instrumento de ascensão social”. Esse mito fecha nosso circuito mitológico e tem muito haver com o primeiro, o mito da unidade lingüística do Brasil. O que estou tentando dizer é que o domínio da norma cultas de nada vai adiantar a uma pessoa que não tinha todos os dentes, que não tenha casa decente para morar, água encanada, luz elétrica e rede de esgoto. Falar da língua é falar da política, e em nenhum momento esta reflexão política pode estar ausente de nossas posturas teóricas e de nossas atitudes práticas de cidadão, de professor e de ciência. Os mitos que acabamos de examinar são transmitidos e perpétuos em nossa sociedade, cada um deles em grau maior ou menor, por um mecanismo que podemos chamar de círculo vicioso de preconceito lingüístico. Esse círculo vicioso se forma pela união de três elementos que são a gramática tradicional, os métodos tradicionais de ensino e os livros didáticos.

De que modo poderemos romper o círculo vicioso do preconceito lingüístico? Uma coisa não podemos deixar de reconhecer: existe atualmente uma crise no ensino da língua portuguesa. Não e difícil perceber que a norma culta – diversas razoes de ordem política, econômica, social, cultural – é algo reservado a poucas pessoas do Brasil. É o mesmo que acontece com alimentação, saúde, a habitação, o transporte, o acesso às novas tecnologias etc.  podemos identificar três problemas básicos a esse respeito. Primeiro, a quantidade injustificável de analfabetos que existe neste país. Segundo, por razoes históricas e culturais e terceiro, o dilema relativo à norma culta se prende ao fato de que esse termo é usado pela tradição gramatical conservadora. Para separar o ideal do real, é necessário empreender a identificação e a descrição da verdadeira língua falada escrita pelas classes cultas do Brasil. É uma tarefa que tem de ser feita, e que está sendo feita. Chamam erradamente de norma culta uma modalidade de língua que não é culta, mas sim cultuada: não norma culta como ela é, mas a norma culta como deveria ser. Enquanto não chega essa gramática, temos de combater o preconceito lingüístico com as armas de que dispusemos. E a primeira campanha a ser feita, por todos na sociedade, é a favor da mudança de atitude. A gramática tradicional tenta nos mostrar a língua como pacote fechado, um embrulho pronto e acabado. Mas não é assim. A língua é viva, dinâmica, está em constante movimento.

Os métodos tradicionais de ensino da língua no Brasil visam, por incrível que pareça, a formação de professores de português! Em relação a língua escrita, seria pedagogicamente proveitoso substituir a noção do erro pela tentativa de analisar a língua falada, e essa análise será feita, pelo usuário da escrita no momento de grafar sua mensagem, de acordo com seu perfil sociolingüístico.  O ensino da língua na escola é a única disciplina em que existe uma disputa entre duas perspectivas distintas, dois modos diferentes de encarar o fenômeno da linguagem: a doutrina gramatical tradicional, surgida no mundo helenístico no século III a. C., e a lingüística moderna, que firmou como ciência autônoma no final do século XIX e inicio do XX. A doutrina gramatical tradicional, mais velha que a religião cristã, passou incólume pela grande revolução científica que abalou os fundamentos do conhecimento e do pensamento ocidental a partir do século XVI.  A gramática Tradicional permanece viva e forte porque, ao longo da história, ela deixou de ser apenas uma tentativa de explicação filosófica para os fenômenos da linguagem humana e foi transformada em mais um dos muitos elementos de dominação de uma parcela as sociedades sobre as demais. Se é possível falar em “português ortodoxo” é porque certamente também deve existir, na mentalidade de seus defensores  intransigentes dessa nebulosa “ortodoxia” gramatical.

O livro embora com palavras bastante repetitivas e as vezes maçantes, nos traz uma rica reflexão sobre o preconceito lingüístico contato em mitos pelo autor a cada um que vai a obra buscar respostas que o próprio autor não responde deixando assim que cada um faça nascer em si mesmo aquilo que chamamos de resposta que aquieta. O Bagno analisa minuciosamente mito por mito e em cada abordagem que faz nos dá uma visão ao contrário daquilo que dito como certo e que na verdade não é como nos diz o autor. Nós falamos um português que é nosso e que quando muitos valorizam o português de Portugal dizendo que “é o melhor”, sem querer joga o nosso português por terra. Falamos e escrevemos um português próprio e que poderíamos até dizer que não falamos um “português do Brasil”, e sim, falamos brasileiro. A língua é característica de um povo, tem sua identidade, por isso que repito; moramos no Brasil, vivemos do nosso jeito, que é próprio. Por isso falamos brasileiro que parece com a língua portuguesa mais não é propriamente portuguesa.

 

 

                                         Instituto Agostiniano de Filosofia

                                            José Wilson Fabrício da Silva, OAR

                                                           (Filósofo)

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O sacerdote vive para servir  Inserido Wednesday 15 October 2008 23:38

Blogue de programacoracaoinquieto :Programa Coração Inquieto, Com Santo Agostinho anunciando o Evangelho!, O sacerdote vive para servir

             O sacerdote vive para servir

 

O sacerdote é aquele tirado do meio do povo, polido (quer dizer), preparado, para seguir a frente desse mesmo povo que é de Deus. O sacerdote é o legítimo administrador do Rebanho que o Senhor Deus instituiu aqui na terra. Vemos com os olhos humanos o Reino que muitos desejaram ver e não viram.

 Mas onde surgiu o sacerdócio, considerado do Deus Altíssimo que governa o Céu e a Terra? Quem nos garantem que o sacerdócio cristão não é uma invenção meramente humana e frágil, que pode ser destruída facilmente? As respostas para esses questionamentos podemos encontrar na própria Sagrada Escritura, que é um dos documentos mais antigos da história do homem. O relato da instituição do sacerdócio, mais antigo, que temos, se encontra em Gn 14,18 quando nos apresenta o primeiro sacerdote de Deus chamado Melquisedeque que era rei de Salém, (nome antigo de Jerusalém), onde recebeu do seu povo o título de rei da justiça. A Escritura une assim a Melquisedeque, duas funções, como reza no livro do Gêneses, ele era rei e sacerdote que ofereceu pão e vinho ao Deus que deu vitória a Abraão como ação de graças. E aqui surge outra pergunta: Quem é esse Melquisedeque? Ninguém sabe de onde ele veio nem para onde foi. Outra curiosidade é que ele “oferece pão e vinho” (Gn 14,18) ao Senhor que só aceitava sacrifícios de animais, como cordeiros, bois, etc. Então a Igreja sendo a Legítima intérprete*¹ da Sagrada Escritura nos revela que Melquisedeque é prefigura de Cristo no Antigo Testamento. É Cristo que institui o sacerdócio no Antigo Testamento e confirma no Novo Testamento com o mesmo sacrifício de “pão e vinho” na última Ceia (Lc 22, 19-20; Mt 26, 26-28; Mc 14, 22-24; 1Cor 11, 23-25) antes de sua morte e ressurreição.

*¹ “o patrimônio sagrado (1Tm 6,20; 2Tm 1,12-14)      da fé (“depositum fidei”) contido na Sagrada Tradição e na Sagrada Escritura, foi confiado pelos apóstolos à totalidade da Igreja. “Apegando-se firmemente ao mesmo tempo, o povo santo todo, unido a seus pastores, persevera continuamente na doutrina dos apóstolos e na comunhão, na fração do pão e nas orações (At 2,42), de sorte que na conservação, no exercício e na profissão da fé transmitida, se crie uma singular unidade entre os bispos e os fiéis”. O ofício de transmitir autenticamente a palavra de Deus escrita ou transmitida foi confiado unicamente ao Magistério vivo da Igreja (católica), cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo (Mt 16,18), isto é, aos bispos em comunhão com o sucessor de Pedro, bispo de Roma. Quem vos ouve, a mim ouve (Lc 10,16). (cf. CIC 84-85)

Melquisedeque é ainda citado nos Sl 110,4; e Hb 5,10; 6,20. Onde nos fica claro que, Deus envia seus sacerdotes, a nós seu povo, para abençoar, proclamar sua Palavra e oferecer a Ele mesmo o Culto agradável a seus olhos. Pegando ainda Ex 28, 1-5; 29,1-29; Lv 1-7; Mt 1,8; e 8,4. Vemos o interesse de Deus por nós e o belo chamado que Ele faz, a Aarão e seus filhos para esse santo ministério, onde O Altíssimo não só faz a convocação desses seus servos, mas também diz como deve ser feito a sua ordenação e que vestimentas eles (os sacerdotes) deveriam usar na hora do ritual. Mas para que tudo isso? Para que o seu povo tivesse nos seus sacerdotes um canal aberto, entre Deus que acolhia as suas preces e oferendas, e os homens que recebiam os benefícios do Senhor. Um exemplo citado no tempo de Jesus é o de São Zacarias, pai de João Batista, que ofereceu incenso na presença do Senhor (Mt 1,8) e o Deus presente no santo dos santos do Templo envia o seu mensageiro, para lhe comunicar o nascimento de seu filho João o último dos profetas que veio desligar o Antigo Testamento e preparar o Novo.

 

             Jesus continua a Obra do Pai

                      

Jesus era judeu, os ritos eram os mesmos que todo judeu devia cumprir nos tempos fortes do ano judaico - (por exemplo: a Páscoa, a festa das tendas, das colheitas etc.) - de oferecer aos sacerdotes seus sacrifícios para o perdão dos pecados e a purificação pessoal. Porem Jesus continua a Obra do Pai exercendo o seu sacerdócio que é o Novo e mais perfeito Sacerdócio da NOVA E ETERNA ALIANÇA que Deus  realizou definitivamente conosco com Jesus, por Jesus e em Jesus. Cristo Agora é o Sumo Sacerdote da nova Aliança selada com o seu próprio sangue no calvário, segundo altar*² , o da Cruz (1Pd 2,24), que recebe a Oferenda por excelência. 

*²O primeiro altar foi o sacerdote Simeão, que recebe das mãos de Maria Santíssima e São José aquele Menino em seus braços dado para apresentação no Templo, como regia a Lei de Moisés (Lc 2, 22-32). E o segundo altar foi o madeiro da Cruz. No primeiro altar o Senhor Deus recebeu das mãos de São José um par de rolinhas porque eram pobres e não podiam dar mais que isso (Lc 2, 24). No segundo altar foram oferecidas como oferta o corpo adorável do próprio Jesus que foi o Cordeiro da imolação e as lágrimas de Maria do coração transpassado pelas espadas de dores( Lc 2, 35).  

Agora voltamos os pensamentos mais íntimos que temos para contemplar Cristo, Homem-Deus. Que assumiu a condição humana para habitar no nosso meio, sem excluir nenhuma dificuldade para sobreviver em meio aos homens, exceto o pecado. E que depois de sua prova de amor por nós, volta ao Céu e “ se assenta  a direita do Trono da Majestade nos céus. Ele é ministro do Santuário e da Tenda Verdadeira, armada pelo Senhor*³ e não por homem”(Hb 8,2).

Armada pelo Senhor em Maria o novo santuário, a nova tenda, o nosso tarbenáculo escolhido por Deus e gerada pela Graça.  

 

O sacerdote tem a missão de profeta, que é anunciar, presidir a Eucaristia (ação de graças) e denunciar a injustiça do mundo. E se antes os sacerdotes e profetas já faziam isto, com Jesus tudo toma um novo vigor. O profeta deixou de ser o profeta de um certo grupo de pessoas e passa a ser o anunciador de todos os povos. Sua casa é o mundo e sua família são todos os que se abrem a novidade do Evangelho. “Ide por todo o mundo e a todos levai o Evangelho”(Mt 28,19). E Jesus é o exemplo perfeito desse “ide” porque ele foi e “levou o Seu Evangelho”.

 

         Ele chama operários para a sua vinha

          

 

Jesus Cristo se preocupa com cada um de nós e para sanar o seu coração dessa preocupação, ele na medida que andando pelos povoados, ia chamando aqueles que lhe tocava o coração. Andando pela praia “Chama Pedro e seu irmão André” (Mc 1, 16), e ainda achando pouco, chama o “Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão” (Mc 1,19). E assim se deu o convite e á aceitação de vários. E a todos os que perceveraram no serviço do Reino com Jesus, receberam o ministério sacerdotal do Senhor quando Jesus disse: “Recebei o Espírito Santo” (Jo 20, 22). A desde do dia de Pentecostes até hoje, Deus continua a sua obra na vida da Igreja. Pois a Igreja vive da Eucaristia que é Jesus presente no sacrifício do altar em cada igreja. O Espírito Santo é a Alma da Igreja, Corpo Místico de Cristo que vem pondo sangue novo nas veias desse corpo que somos cada um de nós. O sacerdote tem o dever de servir o povo e a Deus. Em cada santa Missa se atualiza o cena do calvário, porque Jesus morre em cada altar. Mas também se atualiza o sepulcro vazio, porque Cristo Ressuscita e vem a nós na santa comunhão. Por isso que em toda Santa Missa acontece aos nossos olhos a Ação redentora de Jesus.   Termino dizendo com a Igreja, que o sacerdote age na pessoa de Cristo. Ninguém é digno desse tão grande serviço, mas o Senhor chama, prepara, ordena e envia ao seu povo aquele que foi tirado do povo, para a continuidade de sua Aliança.

 

Em Jesus e Maria em Santo Agostinho

 

                   Ir. José Wilson Fabrício da Silva, OAR

                        (Ordem dos Agostinianos Recoletos)

 

 

 

 

 

               

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Papa propõe ajuda de Santa Mônica e Santo Agostinho às famílias de hoje  Inserido Friday 29 August 2008 19:52

Blogue de programacoracaoinquieto :Programa Coração Inquieto, Com Santo Agostinho anunciando o Evangelho!, Papa propõe ajuda de Santa Mônica e Santo Agostinho às famílias de hoje
Papa propõe ajuda de Santa Mônica e Santo Agostinho às famílias de hoje 

Fazendo-se próximo do sofrimento das mães pelo extravio de seus próprios filhos, Bento XVI propôs neste domingo, e tornou atual, o modelo de oração perseverante e de busca da verdade de duas grandes figuras da Igreja, mãe e filho: Santa Mônica e Santo Agostinho.

Ambos viveram no século IV, mas «seus testemunhos podem ser de grande consolo e ajuda para muitas famílias também de nosso tempo», reconheceu o Papa, calorosamente acolhido pelos peregrinos que lotaram o pátio da residência pontifícia de Castel Gandolfo.

De Santa Mônica, a quem a Igreja recorda no dia 27 de agosto, Bento XVI afirmou sua maneira exemplar de viver «sua missão de esposa e mãe»: por um lado, ajudando seu marido Patrício «a descobrir a beleza da fé em Cristo e a força do amor evangélico», e por outro, cuidando valentemente de seus filhos ao enviuvar precocemente.

O próprio Santo Agostinho, que ao princípio fez a sua mãe sofrer com seu temperamento rebelde, reconhecia que ela lhe havia gerado duas vezes. «A segunda -- afirmou o Papa – exigiu uma longa tribulação espiritual, feita de oração e de lágrimas, mas coroada ao final pela alegria de vê-lo não só abraçar a fé e receber o Batismo, mas também dedicar-se inteiramente ao serviço de Cristo.»

«Quantas dificuldades existem também hoje nas relações familiares, e muitas mães estão angustiadas porque seus filhos se encaminham por sendas equivocadas!», lamentou Bento XVI.

A todas essas mães, Santa Mônica convida «a não desanimar-se, mas a perseverar na missão de esposas e de mães -- propõe o Santo Padre --, mantendo firme a confiança em Deus e entregando-se com perseverança à oração».

Profundo conhecedor da figura e da espiritualidade de Santo Agostinho -- do qual escreveu sua tese doutoral e a quem quis recordar em seu escudo pontifício --, Bento XVI sublinhou a «apaixonada busca da verdade» que traçou a existência de quem chegou a ser bispo de Hipona.

Em sua adolescência, Agostinho «lançou-se» «à beleza terrena» «de maneira egoísta e possessiva, com comportamentos que criaram não pouca dor em sua piedosa mãe», apontou o Papa.

Em um «fatigoso itinerário», e com ajuda da oração de sua mãe, «Agostinho abriu-se cada vez mais à plenitude da verdade e do amor», e ao final, «não sem uma longa tempestade interior, descobriu em Cristo o sentido último e pleno da própria vida e de toda a história humana», prosseguiu.

Por isso Agostinho - cuja memória a Igreja celebra na segunda-feira - é «modelo do caminho para Deus, suprema Verdade e sumo Bem», descreveu o Papa.

Expressou seu desejo de que Santo Agostinho obtenha também obtenha também para nós «o dom de um sincero e profundo encontro com Cristo», especialmente «para todos aqueles jovens que, sedentos de felicidade, a buscam percorrendo caminhos equivocados e se perdem em becos sem saída».

Antes de iniciar a oração mariana, em meio a um impressionante silêncio, Bento XVI encomendou à Virgem Maria «os pais cristãos, para que, como Mônica, acompanhem com o exemplo e a oração o caminho de seus filhos», e a juventude, para que, «como Agostinho, tenda sempre à plenitude da Verdade e do Amor, que é Cristo».

«Só Ele pode saciar os desejos profundos do coração humano», concluiu.

 

 

 
 
Fonte: Zenit.org
Local:Castel Gandolfo (Itália)
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